segunda-feira, 15 de abril de 2013

O meu Pai escreveu uma vez: "sei de onde venho, não sei para onde vou"...

...e eu sinto-me exatamente assim. O passado é uma memória presente. Bons e maus momentos. Muitas feridas ainda abertas, muitas fugas para a frente, muitas encruzilhadas seguidas em frente sem sequer querer olhar para a esquerda ou para a direita. Esta foi a minha vida até hoje.
Frutos? Dois. Os mais belos e melhores que a Vida me poderia dar. Por eles eu quero ser melhor, por eles eu preciso ser o mais forte, o Pai mais confiante, mais alegre, mais útil.
Um dia, espero, que seja também por mim mesmo, ser melhor para esta Terra que me viu nascer, para este Planeta Mãe e Pãe, e muito importante, para quem de alguma forma, mesmo sem saber, me disse, me escreveu, me sorriu, me abraçou em momentos cruciais de fragilidade extrema.
Sim, sou frágil. Muitos anos a fugir, primeiro das crises de pânico, depois de ansiedade, sempre buscando, da pior forma talvez, o equilíbrio, um vislumbre de equilíbrio. Vivi o suficiente para saber que "with a blink of an eye, you finally see the light". É verdade. Mesmo depois da mais terrível noite ou dia, da mais avassaladora experiência de terror na nossa própria mente, surge um raio de luz, um caminho, uma esperança.
E por isso decidi criar este diário onde possa deixar as memórias da luta, diária, horária, que possa ajudar alguém (e a mim mesmo), a atingir algo de tão singelo como isto: equilíbrio. Paz interior.
Vai ser uma grande batalha...que é preciso vencer...por todos aqueles que com muito mais força do que eu, não tiveram oportunidade de vencer, porque a saúde não os deixou, porque a Vida não quis assim. A todos eles lhes devo.